Top 3 - Os Mais Denunciados


  3º Lugar: Violência Doméstica


No início de 2014, pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) gerou polêmica em todo o país ao afirmar que 65% dos brasileiros concordavam com a afirmação "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas".

Após muita polêmica, o instituto modificou o resultado. Disse que houve uma falha metodológica e que o valor era de 26%. O que para muitos pode parecer um número pequeno, face ao resultado divulgado inicialmente, para nós, do Disque-Denúncia Pernambuco, foi mais um alerta sobre a necessidade de estimular a população sobre a importância de denunciar casos de violência contra a mulher. Não podemos descansar até que esse número seja reduzido à 0.

Em pleno ano de 2014, não podemos admitir que nossa sociedade aceite esse tipo de atitude calada. Por isso, pedimos que denunciem casos de violência contra a mulher. Principalmente os casos em que a violência ocorre no interior das residências, é preciso que seja denunciado. Somente assim a polícia poderá realizar o seu trabalho de forma efetiva. A sociedade está mais alerta para esse tipo de ocorrência, mais consciente da importância de denunciar. Um crescimento de informações não quer dizer obrigatoriamente maior violência. O fato é que muitas mulheres não estão mais aceitando caladas as situações em que sofrem algum tipo de agressão”, explica a superintendente do Disque-Denúncia, Carmela Galindo.

Todo e qualquer tipo de violência contra a mulher deve ser denunciado. Até mesmo um simples empurrão pode dar indícios de que a violência possa chegar a uma ocorrência mais grave, como o homicídio. Por isso é fundamental fazer a denúncia ainda na primeira vez em que existir esse desrespeito.

Quando a denúncia é de maus-tratos, as vítimas são geralmente portadoras de necessidades especiais e não recebem alimentação adequada, como também a higiene necessária. Os responsáveis costumam utilizar as aposentadorias das vítimas em proveito próprio, muitas vezes para consumirem bebidas alcoólicas. “Existem casos em que as mulheres são psicologicamente agredidas com palavras e ameaças de morte, que muitas vezes destroem a auto-estima das vítimas, dificultando ainda mais a procura por delegacias para prestarem queixas”, diz Galindo.

Desde 2006 está em vigor a Lei Maria da Penha, que prevê três anos de prisão para o agressor, impossibilitou o cumprimento de penas alternativas e permitiu o decreto de prisão preventiva. Já em 2012, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a permitir que o acusado seja denunciado pelo Ministério Público mesmo que a mulher não apresente queixa. “Mesmo assim, por se tratar de um crime cometido no ambiente doméstico, a maior dificuldade ainda é o registro da queixa. Por isso é importante a existência de canais, como o Disque-Denúncia, para o registro anônimo. Mesmo pelo site conseguimos preservar a identidade do denunciante”, lembra a superintendente da entidade.

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